Não sei dizer porque nem explicar, mas ele esta aqui, convivendo comigo, as vezes em forma se saudade, por vezes transfigurado em tristeza.
É como se eu estivesse presa num lago congelado, observando a superficie, vendo a vida à apenas alguns centímetros de distância sem conseguir alcançar, sem conseguir viver de verdade... Vendo a vida passar... dia após dia...
E esse vazio pesado, denso, dentro de mim, que por vezes me impede de respirar, as vezes de sorrir, as vezes me faz dormir em demasia, mas que muitas mais me tira o sono me monstrando inúmeras possibilidades de coisas que eu deixei de fazer, que poderia ter feito ou estar fazendo, que me deixariam numa posição melhor a que estou hoje, e me mostra como sou culpada por tudo que deu, esta dando ou que dara errado em qualquer coisa que eu faça.
E junto com o vazio surge um nó na garganta que não se desfaz... O que quer quer eu faça ele esta aqui, acompanhando esse sorriso preto e branco e esse olhar apagado.
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