sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ansiedade

Ansiedade... o coisinha do capeta mesmo esse negócio não tem motivo, nada aconteceu, nada vai aconteceu mas, é coisa de 1930 que volta na sua mente, é grilo do século passado que vem te atentar, é coisa que ainda não aconteceu que começa a se moldar e te dar opções de escolhas a tomar ( do que ainda não aconteceu, portanto não se tem controle, portanto gera mais ansiedade) ai você pilha um pouco mais e o tic-tac do relógio da cozinha já ta dando pra ouvir do quarto, e é tudo assim mesmo: um parágrafo só, mal separado por vírgulas, tudo junto num turbilhão de sentimentos e coisas que se misturam e não te deixam dormir (mesmo sabendo que amanhã o dia será longo), ai o grilo volta por não ter ninguém pra conversar e bate uma raiva, e a ansiedade aumenta porque a essa hora ninguem mais te responde, da vontade de brigar, de sumir, de chingar, mas não da pra fazer nada além de fritar -de um lado pro outro da cama- o resto da noite que me resta.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Hoje eu to meio sei lá...
Sentindo falta de alguma coisa que eu não sei explicar mas que eu sei bem o que é, e que me frusta muito é saber que não está sobre meu controle conseguir...
Não basta eu me esforçar, me empenhar ou o que quer que eu faça, simplismente não depende de mim, e talvez quem saiba nunca vou conseguir porque nunca me pertenceu.
Esses becos da vida são uma merda, e eu simplesmente odeio perder o controle do que eu quero... 
Eu só gostaria de poder fazer algo a respeito, tomar uma atitude que defina essa situação.
Enquanto isso fico aqui, olhando pro teto, sem dormir direito, inquieta pelos cantos e com a enxaqueca me procurando dia sim dia também... Afinal, ninguém mandou ser ansiosa não é mesmo? Agora aguenta!

domingo, 29 de janeiro de 2017

...

Ultimamente tenho sentido um vazio...
Não sei dizer porque nem explicar, mas ele esta aqui, convivendo comigo, as vezes em forma se saudade, por vezes transfigurado em tristeza.
É como se eu estivesse presa num lago congelado, observando a superficie, vendo a vida à apenas alguns centímetros de distância sem conseguir alcançar, sem conseguir viver de verdade... Vendo a vida passar... dia após dia...
E esse vazio pesado, denso, dentro de mim, que por vezes me impede de respirar, as vezes de sorrir, as vezes me faz dormir em demasia, mas que muitas mais me tira o sono me monstrando inúmeras possibilidades de coisas que eu deixei de fazer, que poderia ter feito ou estar fazendo, que me deixariam numa posição melhor a que estou hoje, e me mostra como sou culpada por tudo que deu, esta dando ou que dara errado em qualquer coisa que eu faça.
E junto com o vazio surge um nó na garganta que não se desfaz... O que quer quer eu faça ele esta aqui, acompanhando esse sorriso preto e branco e esse olhar apagado.