quarta-feira, 28 de outubro de 2009

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Corri contra o vento e soprei o tempo para longe de mim
Fui de encontro ao rio
mas tudo que achei foram águas passadas em um dia sem sorrisos
Tentei fugir de mim
mas me encontrei presa de mais a ti!

Eu quero provar da gota do orvalho da manha
do nectar da flor
buscar no pensamento os rastros do que chamo amor

Preciso sair de mim para encontrar aquilo que grita constantemente
na minha alma
na minha mente....
E tudo que encontro é escuro e turvo

Meu sol se apagou
e o temporal cai sem piedade
A chuva não é mais doce,
é acida como a dor na madrugada

Salve-me...
Era o que pedia...
mas meus pensamentos me abandonaram...
estão todos ao seu lado...
repousando sob seus pés...
e eu estou aqui, sozinha
Como sempre fui....

Mas eu vou voar...
encontrarei borboletas coloridas que me mostrarão o caminho...
a saida desse labirinho de pedras
e a dor ficará presa em suas paredes...
e a cada passo que eu der me libertarei aos poucos...
Da amargura que me foi imposta
dessa sobriedade mórbida.


"Essa metamorfose que eu sou... essas personalidades que criei... foram frutos dos anos, dos encontros desencontrados... dos momentos de insanidade...
Mas ser metamórfico em que me tornei, me ajuda a ser mais forte do que muito rei..."

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